terça-feira, 25 de agosto de 2009

Paulinho Moska emociona os teresinenses no Projeto Seis e Meia


O segundo semestre do Projeto Seis e Meia foi aberto em grande estilo. O público teresinense lotou as dependências do Theatro 4 de Setembro para ver os músicos Vavá Ribeiro e Paulinho Moska.

O músico piauiense fez a abertura do show com canções inéditas do seu mais novo cd que ainda nem foi lançado. Ao cantar seus grandes sucessos como “Calmaria” e “Ancorado” Vavá quase se emocionou porque o teatro em peso sabia a letra das suas músicas. Mesmo estando com problemas de saúde devido a um resfriado que pegou em São Paulo recentemente, Vavá Ribeiro arriscou cantar “Fênix” e não decepcionou. Foi um dos momentos mais emocionantes do seu show e ele ainda se desculpou dizendo que a garganta não estava em bom estado. Nem precisava. A resposta do público presente ao aplaudi-lo de pé disse tudo.

TJ-RJ mantém decisão a favor de Paulinho Moska em briga por direitos autorais

O TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) negou recurso movido pela gravadora EMI Music em ação movida por Paulinho Moska, cantor e compositor, e Casulo Promoções Artísticas. De acordo com o processo, o artista ajuizou uma ação de busca e apreensão no Judiciário fluminense, depois que a empresa produziu e comercializou o álbum duplo “Série Bis – Paulo Moska”, com 28 músicas e lançado em 2005, sem a sua prévia e expressa autorização.

O cantor afirmou que a gravadora descumpriu contrato celebrado entre as partes quando comercializou a obra sem o seu consentimento, fato confirmado pelos magistrados que acompanharam o caso. Ainda que tenha tentado resolver o impasse por meio de e-mails, nunca obteve resposta.

Já o desembargador Benedicto Abicair, relator do processo, declarou que, conforme consta no contrato de licença para fabricação e distribuição de produtos fonográficos, “não restam dúvidas de que havia necessidade prévia e expressa autorização dos apelados para a produção e comercialização dos CDs”.

O magistrado ainda fez questão de esclarecer que o fato do cantor nunca ter se pronunciado quanto à autorização para utilização de sua produção não significa “consentimento tácito para a sua exploração por terceiros, bem como não atende ao comando legal e às disposições contratuais”.

A decisão da 6ª Câmara Cível manteve, por unanimidade, a sentença de primeira instância, na qual foi determinada a busca e apreensão dos CDs e a suspensão da divulgação das obras.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Não Deveria Se Chamar Amor - Moska

O amor que eu te tenho é um afeto tão novo
Que não deveria se chamar amor
De tão irreconhecível, tão desconhecido
Que não deveria se chamar amor

Poderia se chamar nuvem
Porque muda de formato a cada instante
Poderia se chamar tempo
Porque parece um filme a que nunca assisti antes

Poderia se chamar la-bi-rin-to
Porque sinto que não conseguirei escapulir
Poderia se chamar a u r or a
Pois vejo um novo dia que está por vir

Poderia se chamar abismo
Pois é certo que ele não tem fim
Poderia se chamar horizonte
Que parece linha reta mas sei que não é assim


(refrão)


Poderia se chamar primeiro beijo
Porque não lembro mais do meu passado
Poderia se chamar último adeus
Que meu antigo futuro foi abandonado

Poderia se chamar universo
Porque sei que não o conhecerei por inteiro
Poderia se chamar palavra louca
Que na verdade quer dizer: aventureiro

Poderia se chamar silêncio
Porque minha dor é calada e meu desejo é mudo
E poderia simplesmente não se chamar
Para não significar nada e dar sentido a tudo

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Rosa - de Pixinguina intérprete Paulinho Moska

Rosa
Pixinguinha

Composição: Pixinguinha e Otávio de Souza

Tu és, divina e graciosa
Estátua majestosa do amor
Por Deus esculturada
E formada com ardor
Da alma da mais linda flor
De mais ativo olor
Que na vida é preferida pelo beija-flor
Se Deus me fora tão clemente
Aqui nesse ambiente de luz
Formada numa tela deslumbrante e bela
Teu coração junto ao meu lanceado
Pregado e crucificado sobre a rósea cruz
Do arfante peito seu

Tu és a forma ideal
Estátua magistral oh alma perenal
Do meu primeiro amor, sublime amor
Tu és de Deus a soberana flor
Tu és de Deus a criação
Que em todo coração sepultas um amor
O riso, a fé, a dor
Em sândalos olentes cheios de sabor
Em vozes tão dolentes como um sonho em flor
És láctea estrela
És mãe da realeza
És tudo enfim que tem de belo
Em todo resplendor da santa natureza

Perdão, se ouso confessar-te
Eu hei de sempre amar-te
Oh flor meu peito não resiste
Oh meu Deus o quanto é triste
A incerteza de um amor
Que mais me faz penar em esperar
Em conduzir-te um dia
Ao pé do altar
Jurar, aos pés do onipotente
Em preces comoventes de dor
E receber a unção da tua gratidão
Depois de remir meus desejos
Em nuvens de beijos
Hei de envolver-te até meu padecer
De todo fenecer

Sonhos - Paulinho Moska

Sonhos
Paulinho Moska

Composição: Peninha

Tudo era apenas uma brincadeira
E foi crescendo, crescendo, me absorvendo
De repente eu me vi assim
Completamente seu
Vi a minha força amarrada no seu passo
Sem você não há caminho
Eu nem me acho
Eu vi um grande amor gritar dentro de mim
Como eu sonhei um dia

Quando o meu mundo era mais mundo
E todo mundo admitia
Uma mudança muito estranha
Mais pureza, carinho,
Calma e alegria
No meu jeito de me dar
Quando a minha voz
se fez mais forte, mais sentida
A poesia fez folia em minha vida
Você veio me falar
Dessa paixão inesperada
Por outra pessoa

Mas não tem revolta, não
Só quero que você se encontre
Saudade até que é bom
Melhor que caminhar vazio
A esperança é um dom
Que eu tenho em mim
Não tem desespero não
Você me ensinou milhões de coisas
Tenho um sonho em minhas mão
E amanhã será um novo dia
Certamente eu vou ser mais feliz

domingo, 17 de maio de 2009

Sem Dizer Adeus - Paulinho Moska

Sem Dizer Adeus
Paulinho Moska

Composição: Paulinho Moska

Eu
Chorei até ficar debaixo d'água
Submerso por você
Gritei até perder o ar
Que eu já nem tinha pra sobreviver (Eu andei...)

Eu
Andei até chegar no último lugar
Pisado por alguém
Só pra poder provar
O que era estar depois do final do além (Eu andei...)

E cheguei exatamente onde algum dia
Você disse que partia pra nunca mais voltar
E eu já estava lá a te esperar sem dizer adeus

Eu
Fiquei sozinho até pensar
Que estar sozinho é achar que tem alguém
Já me esqueci do que não fiz
O que farei pra te esquecer também?
Se eu não sei o nome do que sinto
Não tem nome que domine o meu querer
Não vou voltar atrás
O chão sumiu a cada passo que eu dei (Eu andei...)

Um Móbile no Furacão - Paulinho Moska

Um Móbile no Furacão
Paulinho Moska

Composição: Indisponível

Você diz que não me reconhece, que não sou o mesmo de ontem
E que tudo o que eu faço e falo não te satisfaz
Mas não percebe que quando eu mudo é porque
Estou vivendo cada segundo e você
Como se fosse uma eternidade a mais
Sou um móbile solto no furacão...
Qualquer calmaria me dá... solidão


Na última vez que troquei meu nome
Por um outro nome que não lembro mais
Tinha certeza: ninguém poderia me encontrar
Mas que ironia minha própria vida
Me trouxe de volta ao ponto departida
Como se eu nunca tivesse saído de lá

Sou um móbile solto no furacão
Qualquer calmaria me dá... solidão


Quando a âncora do meu navio encosta no fundo, no chão
Imediatamente se acende o pavio e detona-se minha explosão
Que me ativa, me lança pra longe pra outros lugares, pra novospresentes
Ninguém me sente...
Somente eu posso saber o que me faz feliz
Sou um móbile solto no furacão
Qualquer calmaria me dá... solidão